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ui ao cinema ver Uma noite no museu 2. Bem acompanhado, já havia garantido o bom passeio. Porém, o filme rendeu algo além de uma crítica cinematográfica, ele era a cara do Imagens e Letras e sua convergência de temas. Outro detalhe foi a ênfase dada a Amélia Eahart, personagem histórica pela qual sou fascinado e que venho pesquisando já há
algum tempo e que postei aqui no blog. Na America, naqueles anos, quem não queria ser como a Amélia? No entanto, gostaria de apresentar outra mulher dos ares, mais jovem e talvez mais ousada que a heroína americana.
Lily Litvak, apesar de não ter o marketing histórico da Amélia Eahart, é considerada o mais famoso piloto feminino de todos os tempos. Ela pilotou com destreza durante a II Guerra Mundial e abateu doze aviões alemães em batalhas aéreas com apenas 22 anos. Lily ficou conhecida como a “Rosa Branca de Stalingrado” e foi condecorada pela coragem que ela demonstrou defendendo seu país.
Lidya Vladimirovna litvak nasceu em Moscou, Rússia, em 18 de agosto de 1921. Aos quinze anos fez seu primeiro vôo solo. Quando começou a Segunda Guerra Mundial, decidiu entrar na batalha. Com rosas brancas pintadas nas laterais de seu avião de combate Yak-1, foi o pesadelo dos pilotos alemães. Lily foi, literalmente, caçada nos céus pelos nazistas que estavam decididos a ter sua vingança sobre esta mulher judia russa que havia derrotado os seus camaradas tantas vezes antes.
Na verdade Lily litvak representou uma geração de mulheres destemidas. Como ela, muitas outras mulheres foram integradas com os homens em unidades da aviação. Por exemplo, em 1944, milhares de meninas entraram na guerra como pilotos. Contrariaram as suspeitas e piadas masculinas com coragem e habilidade. As meninas obtiveram uma média inigualável pelos homens. Milhares ganharam ordens e medalhas. Elas detiveram 29 títulos de Herói da União Soviética.
No fim, numa das mais insanas batalhas, esta menina de tenra idade foi vista entre oito aeronaves alemãs, perseguindo e sendo perseguida. Após derrubar alguns caças inimigos, foi abatida. A Rússia chorou a morte da linda menina que desafiou a ira do inimigo. Apesar de buscas intensas o corpo dela foi perdido por várias décadas. Finalmente, em 1979, ela foi encontrada, enterrada abaixo da asa de sua aeronave. Durante o seu funeral oficial de Estado em maio de 1990, o Presidente Mikhail Gorbachev condecorou-a com a honraria Herói da União Soviética e o Gold Star. Embora tenha lutado e morrido sozinha, a saga de Lilya Litvak é a mais linda história da aviação mundial.
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A luz encheu o avião”, escreveu Paul Tibbets, o piloto do Enola Gay, o B – 29 que levou a primeira bomba atômica. O co-piloto Robert Lewis escreveu em seu diário “”Meu Deus, o que fizemos nós?” (Relatório especial, “Hiroshima: 6 de agosto de 1945″). Paul Tibbets morreu em novembro de 2006, ele dizia “Sempre dormi tranquilo, apenas cumpri ordens”. A grande questão sempre foi uma pergunta, porquê?






















