A Muralha do Atlântico – Omaha Beach

Postado em Imagens e Letras com as tags , , , , , em março 24, 2011 por olavosaldanha

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O colar de fortificações estabelecidas em torno da costa norte e oeste da Europa chamava-se “A Muralha do Atlântico”, e a praia de Omaha fazia parte dela. Foi nesta praia onde aconteceu o mais tenebroso dos desembarques aliados para combater o exército alemão.

Hitler esperava que este colar cuidadosamente preparado fosse impedir a invasão aliada e, ao mesmo tempo propagar um choque psicológico que a opinião pública britânica e norte-americana nunca iria se recuperar, ele seria livre para renovar sua ofensiva no leste, Rússia.

Este muro, este colar de fortificações, começou a ser construído a partir de 1942 por um exército de trabalhadores recrutados. Eles tornaram a tarefa dos aliados difícil demais.

Os soldados que desembarcavam tinham que atravessar várias centenas de metros da praia aberta, cortar arame farpado, livrarem-se de minas escondidas (162 mil haviam sido colocadas alguns meses antes) e avançar para os bunkers alemães cujas metralhadoras cuspiam fogo ininterruptamente.

Foi um dia inteiro debaixo de uma chuva interminável de tiros, milhares de soldados morreram na praia, até que um grupo conseguiu quebrar a primeira barreira e depois a muralha inteira desabou sob o poder de fogo dos aliados. Centenas de aviões e navios transformaram a paisagem num verdadeiro apocalipse.

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Referências de pesquisa: JE Kaufmann, Kaufmann HW: “Fortaleza Terceiro Reich”, página 196-197. DA Capo Press, 2003. Departamento de Guerra divisão histórica (1945). “Cabeça de praia de Omaha” . Army Center Estados Unidos da História Militar . Retirado 06 de novembro de 2009 . http://www.vanderweel.info/atlantikwall/main_building.htm. MuseumsCenter Hanstholm (museumscenterhanstholm.dk)..

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Os Fotógrafos de Guerra

Postado em Imagens e Letras com as tags , , , , , em fevereiro 19, 2011 por olavosaldanha

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Os historiadores devem imensa gratidão aos fotógrafos de guerra, sem os quais não haveria registros desta fase da história que ainda encanta e assombra o mundo. Pode-se dizer que os fotógrafos eram soldados, técnicos e também artistas. As condições em que eles tinham que fazer o seu trabalho era as piores possíveis e os equipamentos disponíveis, principalmente os da Primeira Guerra, eram grandes e pesados, e mais, as revelações ocorriam quase sempre no meio do fogo de artilharia, com o cuidado para que uma partícula de poeira ou umidade não arruinasse todo o trabalho.

Eles iam e vinham junto com os soldados, faziam longas marchas a pé, em caminhões, comiam na mesma trincheira, sofriam com eles. Uma das poucas vantagens para os fotógrafos de guerra era a mobilidade para ir aonde queriam, permitindo ignorar fileiras.

Ainda no início da Segunda Guerra Mundial não havia nenhuma câmera ou um filme desenhado especificamente para o combate. Apesar de já haver filmes em cores, quase todas as imagens que conhecemos da Segunda Guerra Mundial estão em preto e branco. O filme precisava de condições de luz ideais para bons resultados, e a guerra não fornecia isso. Além do que os filmes não estavam preparados para o movimento e muitas vezes, era necessário pedir que o personagem ficasse congelado por alguns instantes. O preço e a escassez, especialmente nos primeiros anos de guerra, também jogou contra este formato, sendo muito mais caro do que em preto e branco.

Além dos fotógrafos militares havia os civis, eles se diferenciavam pelas insígnias, fardamentos e armamento. Os fotógrafos americanos, por exemplo, carregavam uma pistola Colt 1911, uma faca de combate e, eventualmente, carabina M1 M3. Alguns tinham mais do que uma pequena idéia de como atirar com uma arma.

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Referências de pesquisa: International Combat Camera Association ( combatcamera.org), TheTimes (http://www.time.com/time/magazine), Anton Holzer: A outra frente. Fotografia e propaganda na Primeira Guerra Mundial . Primus, Darmstadt 2007. ww2incolor. Swiss Info , Swiss missing comprehensive laws on looted art. assetsearchblog.com.

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Arte Roubada

Postado em Imagens e Letras com as tags , , , , , , , em janeiro 25, 2011 por olavosaldanha

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Durante a marcha nazista em toda a Europa, milhares de obras de arte e antiguidades de valor inestimável foram sistematicamente saqueadas. A pilhagem também era amplamente praticada pelos aliados. O roubo de objetos valiosos foi uma prática mais comum do que se possa imaginar e respondia pelo elegante nome de “Espólios de guerra”.

As obras de arte são tratadas muitas vezes como patrimônio histórico nacional e roubá-las equivaleria a agredir a soberania de um país ou de uma etnia, como os milhares de artefatos roubados dos judeus pelos nazistas.

Enquanto os nazistas estavam no poder, eles saquearam os bens culturais de cada território que ocupavam, a partir de organizações especificamente criadas para determinar quais coleções públicas e privadas seriam as mais valiosas para o regime. Alguns dos objetos foram destinados ao Führermuseum, o colosso de museus que Hitler sonhava criar, enquanto outros objetos foram negociados para financiar atividades do III Reich.

A boa notícia é que existem grupos preocupados em repatriar os espólios. Milhares de objetos de arte que foram vendidos, roubados ou confiscados durante a Segunda Guerra, por exemplo, voltaram aos seus legítimos donos. A França foi capaz de recuperar mais de 100 mil obras de arte – 60.000 imediatamente após a guerra, e 40.000 nas próximas décadas – e devolvê-los aos seus legítimos proprietários.

Hoje existem empresas e ONGs especializadas em investigações sobre os espólios de guerra. No site Lootedart, por exemplo, é possível obter informações sobre os saques e esforços contemporâneos para pesquisar e resolver questões concernentes.

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Humilhações de guerra

Postado em Imagens e Letras com as tags , , , , , , , em outubro 18, 2010 por olavosaldanha

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Em poucos instantes entramos numa calorosa reflexão sobre a guerra e o respeito ao ser humano. Isso aconteceu num corriqueiro encontro de amigos. Ficou claro que, apesar do esforço de alguns de criar normas de tratamento de civis e prisioneiros, o ser humano, no seu intrínseco desejo faccioso, faria de tudo para quebra as regras. Aconteceu e acontecerá sempre.

A guerra pode coroar uma nação, torná-la uma potencia bélica respeitável. A guerra pode deixar feliz o mundo, como aconteceu no V-E Day. Mas nenhum prêmio obtido com a força e com o uso abusivo do poder pode curar uma alma; pode trazer paz para o homem quando ele estiver sozinho diante do turbilhão de dúvidas que os massacres deixam, que as conseqüências da guerra geram. Nenhuma vitória na guerra pode tornar o homem realizado como ser.

Na guerra a máscara cai. Ficam expostas todas as maldades, toda a insanidade. O homem, que subjugou todas as espécies, tenta agora subjugar o seu próximo, o seu igual.

Os países que já ganharam guerras vêem seus filhos, antes defensores de uma causa, atirarem contra civis em faculdades, em supermercados, em cinemas. Foram vitoriosos, mas não realizados.

No mundo dos humanos, a guerra pode até ser essencial para o domínio e para a manutenção da paz – que ambigüidade. Mas é devastador o seu efeito no coração da humanidade. Antigamente era possível alegrar-se com o escândalo das lutas sangrentas e intermináveis, hoje, a humanidade não consegue mais suportar a humilhação, a dor e o sofrimento.

Abaixo uma seleção de imagens que mostra o outro lado. O da humilhação humana. Uma ferida que provavelmente jamais será curada. Nenhuma arma de guerra deixa uma cicatriz tão profunda. Quando perguntarem por que um ex-combatente saiu atirando contra a população, saiba que ele viu ou participou de cenas piores que estas.

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V-E Day

Postado em Imagens e Letras com as tags , , , , , , , , , , , , em outubro 11, 2010 por olavosaldanha

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Há 65 anos o mundo comemorou a notícia do fim da guerra como quem comemora o gol do título numa final de campeonato. A Alemanha havia se rendido incondicionalmente. Os sinos das igrejas soaram em todos os lugares e as pessoas tomaram parte nas celebrações saindo às ruas. Nunca na história os corações de todas as raças, povos e nações estiveram tão focados no mesmo pensamento – A paz. Multidões saíram em desfiles pelas cidades. A Times Square em Nova York, e Piccadilly Circus, em Londres estavam lotadas. O povo dançava, se beijava, agitava bandeiras e jogava serpentinas.

A rendição, no entanto, era européia, o Japão continuava insubmisso e apenas três meses depois veio o V-J Day (Vitória sobre o Japão), o fim do conflito no Pacífico. A notícia da rendição japonesa chegou na noite de 14 de agosto de 1945. O mesmo mundo que comemorou o V-E Day e comemorou o V-J Day, porém, quedou sob a violência da supremacia do poder bélico dos aliados, que varreu do mapa duas cidades, Hiroshima e Nagasaki. A ação americana foi rápida, cirúrgica e certeira, não deu nem tempo para emoções.

Durante seis anos países inteiros pararam seus sistemas para focar a guerra. Estagnação financeira, Racionamento e pobreza tomaram conta do planeta como uma epidemia. No entanto, os estragos só começaram a ser avaliados depois, com estudos e pesquisas. Em maio de 1945 o que interessava era comemorar a liberdade e a paz.

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Berghof

Postado em Imagens e Letras com as tags , , , , , , , , em setembro 12, 2010 por olavosaldanha

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ntes da Segunda Guerra Mundial, Hitler foi mais amado do que qualquer outro líder da história do mundo, o seu índice de aprovação foi de 98%. No entanto, Hitler se tornou o homem mais odiado no mundo. Responsabilizado pela morte de 60 milhões de pessoas, incluindo 6 milhões de judeus. Não é estranho então que toda referência a ele gere discussões intermináveis e muita curiosidade.

A casa de Hitler é um desses objetos de desejo de curiosidade e discussão. Foi deste lugar que Adolf Hitler planejou grande parte das estratégias de invasão e dominio.

Em 25 de abril de 1945, os britânicos bombardearam as casas de lideres nazistas em Obersalzberg, incluindo a casa que Hitler chamou de Berghof. As ruínas ainda foram completamente arrasadas pelo governo da Baviera em 1952 a pedido do Exército americano.

A região de Berchtesgaden foi ocupada por tropas americanas pouco antes do fim da guerra em 8 de maio de 1945, e Obersalzberg foi transformada em uma área de recreação para as tropas americanas que ocuparam a Alemanha após a guerra. Só 50 anos depois da ocupação americana, em 1995, Obersalzberg foi devolvida para a Alemanha.

Até hoje, há muita confusão com os nomes Berghof e Eagle’s Nest (Ninho de Águia), que são duas casas separadas. O Berghof foi localizado em um platô denominado Obersalzberg que está no caminho para o topo da Kehlstein, a montanha onde está casa de chá de Hitler, chamado de Ninho de Águia (Eagle’s Nest), foi construído em 1938. Para aumentar a confusão, Hitler tinha outra casa de chá, chamada Mooslahnerkopf, que ficava a um curto passeio da Berghof. O nome alemão para o Eagle’s Nest é Kehlsteinhaus, o que significa casa na montanha Kehlstein.

Na área de Obersalzberg também está um dos maiores bunkers de sobrevivência a ataques antiaéreos e um centro de documentação, todos abertos aos visitantes.

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Reichstag

Postado em Imagens e Letras com as tags , , , , , , , , , em abril 27, 2010 por olavosaldanha

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Nenhum outro prédio na Alemanha guarda tanta história quanto o Reichstag. Quando o imperador Guilherme I colocou a pedra fundamental em 1882, não imaginava que os acontecimentos que mudariam os rumos da nação estariam intimamente ligados ao edifício. Portanto, Destruir o Reichstag seria o mesmo que destruir grande parte da memória alemã. Por várias vezes houve esta tentativa, mas ele permaneceu lá. Os amantes da história agradecem.

Foi nele que Philipp Scheidemann proclamou a primeira República alemã, em novembro de 1918.

Foi por causa do terrível incêndio no edifício em 27 de Fevereiro de 1933, que Hitler achou razões para comprometer a democracia.

Foi nele que os Russos estenderam a sua bandeira, no dia 2 de Maio de 1945 no fantástico avanço sobre Berlim.

Foi o Reichstag o edifício escolhido para a cerimônia oficial da reunificação no dia 3 de Outubro de 1990.

Foi ele o edifício da nova política, quando se decidiu transferir a capital para Berlim.

Uma estranha curiosidade marca a relação do Reichstag com Hitler. Durante os 12 anos de domínio do Terceiro Heich, o edifício se resguardou de ser utilizado pelo nazismo. Em vez disso, nas vezes em que houve convocações, foi usado um edifício em frente.

Hoje, com a sua nova cúpula, símbolo de um futuro de esperança e de uma política de abertura, o Reichstag é aberto à visitação durante o ano inteiro e sem nenhum custo.

O mundo precisa conhecer esta história. Se o mundo não tivesse intervido ou se a Alemanha nazista tivesse saído vitoriosa, este prédio estaria incorporado na Welthauptstadt Germania ( Capital Mundial ). Germania era o nome que Adolf Hitler deu à renovação projetada para a capital alemã, Berlim .

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Buchenwald 1945

Postado em Imagens e Letras com as tags , , em abril 14, 2010 por olavosaldanha

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m Abril de 1945 os primeiros campos de concentração foram libertos. Há 65 anos o mundo luta para entender as crueldades praticadas pelo homem contra o próprio homem. As imagens são chocantes, entretanto, nos impede de esquecer tamanha atrocidade. Recentemente, tenho visto uma série de pessoas em busca de um revisionismo histórico, dizendo que nunca existiram campos de concentração. Que o holocausto foi uma enorme conspiração. Havia prometido postar alguns sites sobre o assunto, mas me convenci que não usarei o meu blog para alimentar o anti-semitismo e o neonazismo. Ponto final. Portanto eis mais uma avalanche de documentação fotográfica sobre o holocauto e no final do post um video produzido pelo neto de um prisoneiro.

O campo de concentração de Buchenwald tornou-se sinônimo dos crimes nazistas. Foi o primeiro campo de concentração liberto pelas tropas aliadas. As cenas de fome e corpos humanos queimados que o leitor vê nas fotos chocaram os soldados do exército americano. Quando eles chegaram a Buchenwald e em seus campos auxiliares em abril de 1945 ficaram atônitos com o quadro surreal da matança humana. Escreve Eisenhower, Comandante Supremo das Forças Aliadas, “Nunca nada foi tão chocante quanto esta visão.”

Localizado em Ettersberg (Etter Mountain) perto de Weimar (cidade patrimônio da humanidade), no estado de Turíngia, Alemanha, o campo de concentração guardava presos judeus, políticos, homossexuais, Testemunhas de Jeová, prisioneiros religiosos, ciganos, criminosos e prisioneiros de guerra. Entre os prisioneiros estavam também escritores, médicos, artistas e até uma princesa italiana.

Buchenwald tornou-se o maior campo de concentração do Reich alemão. Cerca de 56.000 pessoas morreram torturadas, em experimentos médicos e de outra infinidade de maneiras bárbaras. Mais de 3.000 pessoas morreram de exaustão ou foram assassinados.

Na manhã de quinta-feira, 12 de abril de 1945. Vários jornalistas chegaram com a 80 ª Divisão de Infantaria americana, incluindo Edward R. Murrow, considerado um dos maiores jornalistas dos Estados Unidos até hoje, cujo relato foi transmitido pela CBS e se tornou um de seus mais famosos.

Meyer Levin, um dos primeiros soldados em Ohrdruf, escreveu nas suas memórias: “Eu nunca fui capaz de descrever os sentimentos que me venceu quando testemunhei a tão incontestável desumanidade dos nazistas… Até agora eu só tinha conhecimento de que havia campos desse tipo, todo o resto eu só conhecia de ouvir falar. Nada me deixou tão pesaroso como essa visão”.

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Aucchwitz, Treblinka, Chelmno

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Nose Art

Postado em Imagens e Letras com as tags , em março 29, 2010 por olavosaldanha

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As guerras deixam marcas terríveis, físicas e psicológicas, nas pessoas. Participar delas sempre exigiu um esforço sobrenatural do homem para não sucumbir à monstruosidade da tensão dos campos de batalha. No entanto, muitos se deram à criatividade e começaram a criar escapes que os faziam relembrar a família, os queridos, a cidade e até os personagens que marcaram suas vidas antes da convocação.

A Nose Art é uma dessas maravilhosas criações. São pinturas nas laterais dos aviões, especificamente no nariz da aeronave, daí o nome “Nose”. A arte personaliza o nariz de um avião dando-lhe uma identidade própria, uma marca para ser reconhecido. Todos sabem qual o avião que lançou a bomba atômica sobre Hiroshima pela arte pintada na lataria, “Enola Gay”.

Embora alguns exemplos desta arte possam ser encontradas em aeronaves Inglesas e de outros países, o fenômeno é predominantemente americano, talvez devido à maré de individualismo rebelde atribuído a sua cultura. Nose Art é importante como um indicador social e histórico ao longo do tempo, um exemplo de expressão popular e um registro do passado.

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Amélia Earhart

Flagrantes Históricos

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Lily Litvak

Postado em Imagens e Letras com as tags , , , , , em maio 26, 2009 por olavosaldanha

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fui ao cinema ver Uma noite no museu 2. Bem acompanhado, já havia garantido o bom passeio. Porém, o filme rendeu algo além de uma crítica cinematográfica, ele era a cara do Imagens e Letras e sua convergência de temas. Outro detalhe foi a ênfase dada a Amélia Eahart, personagem histórica pela qual sou fascinado e que venho pesquisando já há algum tempo e que postei aqui no blog. Na America, naqueles anos, quem não queria ser como a Amélia? No entanto, gostaria de apresentar outra mulher dos ares, mais jovem e talvez mais ousada que a heroína americana.

Lily Litvak, apesar de não ter o marketing histórico da Amélia Eahart, é considerada o mais famoso piloto feminino de todos os tempos. Ela pilotou com destreza durante a II Guerra Mundial e abateu doze aviões alemães em batalhas aéreas com apenas 22 anos. Lily ficou conhecida como a “Rosa Branca de Stalingrado” e foi condecorada pela coragem que ela demonstrou defendendo seu país.

Lidya Vladimirovna litvak nasceu em Moscou, Rússia, em 18 de agosto de 1921. Aos quinze anos fez seu primeiro vôo solo. Quando começou a Segunda Guerra Mundial, decidiu entrar na batalha. Com rosas brancas pintadas nas laterais de seu avião de combate Yak-1, foi o pesadelo dos pilotos alemães. Lily foi, literalmente, caçada nos céus pelos nazistas que estavam decididos a ter sua vingança sobre esta mulher judia russa que havia derrotado os seus camaradas tantas vezes antes.

Na verdade Lily litvak representou uma geração de mulheres destemidas. Como ela, muitas outras mulheres foram integradas com os homens em unidades da aviação. Por exemplo, em 1944, milhares de meninas entraram na guerra como pilotos. Contrariaram as suspeitas e piadas masculinas com coragem e habilidade. As meninas obtiveram uma média inigualável pelos homens. Milhares ganharam ordens e medalhas. Elas detiveram 29 títulos de Herói da União Soviética.

No fim, numa das mais insanas batalhas, esta menina de tenra idade foi vista entre oito aeronaves alemãs, perseguindo e sendo perseguida. Após derrubar alguns caças inimigos, foi abatida. A Rússia chorou a morte da linda menina que desafiou a ira do inimigo. Apesar de buscas intensas o corpo dela foi perdido por várias décadas. Finalmente, em 1979, ela foi encontrada, enterrada abaixo da asa de sua aeronave. Durante o seu funeral oficial de Estado em maio de 1990, o Presidente Mikhail Gorbachev condecorou-a com a honraria Herói da União Soviética e o Gold Star. Embora tenha lutado e morrido sozinha, a saga de Lilya Litvak é a mais linda história da aviação mundial.

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